Dia Mundial do Diabetes: Brasil é o quarto país em número de casos

14 nov, 2013 • Cidades, Destaque, Saúde

ASDAS14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. Nessa data a Federação Internacional de Diabetes informa que existem 371 milhões de diabéticos entre os adultos de todo o mundo. A maioria dos casos se refere ao tipo 2 da doença, passível de ser evitado com medidas como o combate a obesidade e o sedentarismo. O Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em número de casos e fica atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, respectivamente.
A data escolhida para a celebração do Dia Mundial do Diabetes é a mesma do nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por essa descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.
Em Caratinga muitas pessoas sofrem dessa doença. Aos quatro anos de idade, o Bacharel em Direito, Odir Francisco Mendes Silva, teve o diagnóstico de diabetes. Ele contou quais foram, principalmente enquanto criança, as maiores dificuldades enfrentadas ao lidar com essa realidade: “Pra mim a questão da dieta foi o ponto mais difícil. Você se privar de comer doce – que é uma coisa que todo mundo gosta – ainda mais quando se é criança, é complicado. Além do fato de ter que regrar a alimentação em horários estipulados, a aplicação da insulina também é um incomodo a mais.”ODIR
Todos os dias pela manhã e noite, a mãe de Odir, dona Maria Isabel Mendes Silva, faz a dosagem de sua glicose. De acordo com o resultado apontado pelo medidor de glicose é calculada a quantidade de insulina necessária para a aplicação.
Aos 27 anos, Odir sofreu algumas complicações decorrentes dessa doença crônica. Ele perdeu a visão e disse como foi todo esse processo: “No ano de 2010 eu senti uma alteração considerável na minha visão. Daí, procurei um oftalmologista, e foi constatada a retinopatia diabética. Eu passei por 10 cirurgias mas infelizmente não tive sucesso e perdi a visão.”
Há quase três anos com uma vida diferente, ele é exemplo de superação, afinal está sempre criando formas de ser mais independente: “Esse processo de independência é muito lento porque eu enxergava e até me acostumar com a ausência desse sentido foi difícil. Entretanto a gente tenta uma coisa ou outra, por exemplo: reconhecer algo por meio do tato, marcar os objetos com um pedaço de papel colado que seja para deixá-los mais específicos, essas pequenas ações que já facilitam um pouco. Tudo demanda tempo. Hoje eu lido melhor do que quando perdi a visão. Tenho sim minhas limitações mas já tive muito progresso e descobri que a aceitação é fundamental.”
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estima que 12 milhões de pessoas tenham a doença, sendo que metade delas não sabe. Essa é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue. Embora ainda não haja uma OOOOcura definitiva, há vários tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida. O diagnóstico é feito por meio de exames, que é realizado quando o usuário apresenta os sintomas do Diabetes.
Relacionado ao tema, é comum ouvir falar sobre o pé diabético. Pessoas que têm diabetes durante 10 ou 20 anos começam a apresentar diminuição da circulação arterial e redução da sensibilidade dolorosa e térmica nos membros. Taxas aumentadas de glicose no sangue por longo período de tempo podem causar esse problema, que é sentido como um formigamento, agulhadas, dor, dormência, queimação ou fraqueza nos membros.
Segundo a endocrinologista, Dra Cláudia Folly, o diabetes não é uma doença que acomete apenas os adultos, portanto os pais devem se atentar à saúde das crianças em relação a esse mal.

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