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ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS EM SETEMBRO ALCANÇA 58,2%

10 out, 2016 • Destaque, Telejornal

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), apurada em setembro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que 58,2% das famílias brasileiras estão endividadas. O percentual de endividamento das famílias caiu em relação ao ano passado mas o percentual de famílias com parcelas em atraso aumentou.
Há um ano o percentual de endividamento das famílias era maior, atingia 63,5%. Hoje este número caiu para 58,2%. A diminuição do consumo, a persistência da inflação e a diminuição da renda e o elevado custo do crédito fizeram com que algumas famílias apertassem o cinto. O segredo de quem conseguiu se adequar foi observar, analisar e evitar contrair dívidas desnecessárias, como afirmaram o Gerente de Relacionamentos Lucas Pereira Silveira e o Supervisor de Telemarketing Marcos Silveira.
A análise da CNC no entanto, indica que a manutenção de altas taxas de juros e o desemprego ampliaram o percentual das famílias com contas ou parcelas de dívidas em atraso, tanto na comparação mensal como na anual. Em setembro de 2015, este percentual era de 23,1% e agora é de 24,6%.
Segundo a pesquisa, do total das famílias 9,6% disseram não ter como pagar as dívidas adquiridas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro. O percentual de inadimplência é maior tanto na comparação mensal (em agosto relação à agosto que era de 9,4%, quanto na anual – em setembro de 2015 era de 8,6%).
A proporção dos que se dizem muito endividados diminuiu de agosto para setembro – de 14,6% para 14,4% do total. Na comparação anual, no entanto, houve aumento de 0,5 ponto percentual.
O tempo médio das contas atrasadas foi de 63,2 dias, sendo que o tempo médio de comprometimento com dívidas foi de 7,1 meses. Do total das famílias brasileiras, 21% estão com mais da metade da sua renda comprometida com este tipo de pagamento.O cartão de crédito permanece no topo da lista do tipo de dívida, com 76,3%, seguido do carnê (14,8%) e do financiamento de carro (10,9%).
Embora a expectativa de melhora do cenário seja lá para o final de 2017 quem começar a se organizar antes tem mais chance de sucesso no futuro, como informou o economista Wilson Rocha.

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