O projeto de duplicação prevê modernização do traçado, construção de diversos viadutos e pontes, além de um túnel com 900 metros de extensão

Duplicação da BR 381: preservação de vidas e desenvolvimento econômico para a região leste de minas

20 jun, 2013 • Destaque, Política

Nos 314 km que ligam a região metropolitana de belo horizonte até Governador Valadares são mais de 800 curvas. O fluxo na rodovia é intenso, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura terrestre (DNIT), somente nos 220 km entre Ipatinga e Belo Horizonte, passam, por dia 20 mil veículos.

A BR 381 é conhecida em todo país como rodovia da morte. Só no ano passado, no trecho mineiro da rodovia, 138 pessoas perderam a vida. Nos quatro primeiros meses desse ano, mais de 60 mortes já foram registradas. Nos dias 13, 14 e 17 de junho, será realizado, em Brasília, o movimento marcha pela rodovia da vida. Ele visa cobrar uma ação do governo federal em relação às obras de duplicação da br-381. Só nos quatro primeiros meses de 2013, foram registrados 150 acidentes.

“Este movimento ganhou força em todo o estado. empresários, lideranças políticas, comunitárias, sociedade civil organizada, os rodoviários, além de várias entidades de classe abraçaram a causa e, juntos, vamos a Brasília acompanhar a abertura das propostas”, destaca o secretário de estado de gestão metropolitana, Alexandre Silveira.

O movimento foi lançado na grande belo horizonte, médio Piracicaba, vertente do Caparaó e Vale do Aço. Além de aumentar a segurança dos motoristas, a duplicação vai trazer desenvolvimento para a região leste do estado.

O secretário chamou atenção também para o fato de que a obra já dispõe de recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está incluída no orçamento do ministério dos transportes. O projeto prevê ampla modernização do traçado, eliminando dezenas de curvas no percurso que liga Governador Valadares a Belo Horizonte, incluindo, também, uma variante de 46 quilômetros, diversos viadutos e pontes, além de um impressionante túnel com 900 metros de extensão.

A duplicação da estrada é a esperança dos motoristas para acabar com a rotina de acidentes. O caminhoneiro Nivaldo Tavares está na estrada há 25 anos e já presenciou muita gente perdendo a vida.

“O trecho próximo a João Monlevade é o mais complicado. a sinalização é ruim, as curvas são fechadas. já vi muitos acidentes e gente perdendo a vida”. Desabafa Nivaldo.

 

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