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CARATINGUENSES TENTAM SE LEMBRAR DOS VOTOS DELES NA ÚLTIMA ELEIÇÃO E SE POSICIONAM EM RELAÇÃO AO IMPEACHMENT

15 abr, 2016 • Destaque, Telejornal

A Câmara dos Deputados iniciou na manhã desta sexta-feira a primeira sessão do rito de votação do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff que irá durar três dias, depois que o governo foi derrotado no Supremo Tribunal Federal em sua última cartada para barrar o processo.
Com isso, o plenário da Câmara ouve nesta sexta-feira os autores da denúncia contra a presidente e a defesa dela, bem como partidos com representação na Casa e deputados que quiserem discutir a questão. O rito segue pelo sábado, culminando no domingo com a votação da autorização da Câmara para a instauração do processo de impedimento, em que são necessários 342 votos para que o Senado seja autorizado a instaurar o processo de impeachment.
Nosso jornalismo esteve nas ruas de Caratinga para ouvir a opinião da população.
Primeiro questionamos aos entrevistados se eles se lembram em quem votaram para Deputado Federal na última eleição. Depois perguntamos se os caratinguenses sabem se o deputado em que votaram é à favor ou contra o impeachment. O nome do Deputado Federal Mauro Lopes, que foi exonerado do cargo de Ministro da Aviação Civil para reassumir a cadeira no legislativo e assim poder votar a favor ou contra o impeachment, foi citado pela maioria. Para o corretor de imóveis, Luiz Pereira, Mauro deve acompanhar a maior parte do PMDB e votar à favor do impeachment. Já o administrador de empresa João Alves, afirmou: “Eu conheço o Mauro Lopes há muitos anos. Ele sempre foi fiel e leal ao grupo que ele está envolvido. Ele vai ficar junto com a Dilma até o final.” O jornalista Sérgio Luís Barboza disse que, aparentemente, Mauro está contra a saída de Dilma mas que, de acordo com as informações que ele tem, o deputado federal não irá votar: “Mauro nem assume o mandato de Deputado Federal para não ter que votar contra a chefe dele.”
Dilma é acusada de cometer irregularidades orçamentárias como as chamadas “pedaladas fiscais”. O governo nega irregularidades e diz que impeachment sem crime de responsabilidade equivale a um “golpe”. Os caratinguenses também se posicionaram em relação à possível saída de Dilma. Uns disseram que são contra o impeachment porque isso é uma tentativa de golpe daqueles que não aceitam o resultado da eleição, como ressaltou João Alves: “Eu sou contra porque na democracia você discute, debate, sai o resultado da eleição e você respeita. Eles estão tentando dar um golpe. Esse povo que não aceitou o resultado da eleição é o pessoal que quer que os pobres morram de fome e eles têm, inclusive, coragem de roubar merenda escolar como está acontecendo em São Paulo. São esses que querem impeachment.” Outros querem a saída dela porque a presidente perdeu o controle. O radialista e publicitário Manoel Rodrigues não se posicionou, disse apenas que o país precisa de mudanças. O cabeleireiro Luciano Garcia e o microempresário Fábio Alexandre Campos, concordam com Manoel, e reforçam que o país enfrenta uma crise que reflete e muito no comércio. Hoje para ser dono de seu próprio negócio é preciso administrar com cautela e economizar o máximo possível.

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